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O Ickabog, de J. K. Rowling | Resenha

01 fevereiro, 2021 por

O Ickabog: uma ótima história e é isso aí

Como eu sou absolutamente desinformada, não fazia ideia de que O Ickabog, da atualmente cancelada J.K. Rowling, estava para ser lançado aqui no Brasil pela editora Rocco. Então, quando passei na frente da livraria e vi o livro em oferta, fiquei um instante apenas olhando e me perguntando quando aquilo tinha acontecido.

Tive minha atenção captada pela capa, li a sinopse e gostei. Então, foi isso.

A proposta d’O Ickabog é de ser um livro infantil e acho que ele cumpre isso. Mas, ao mesmo tempo, achei a história muito boa e perfeitamente capaz de agradar jovens e adultos — eu estou nesse segundo time aí, quase passando para a terceira idade, e gostei bastante.

A trama acontece no feliz e belo reino de Cornucópia. Mas o o reino tem um rei absolutamente incompetente, egoísta e narcisista, que tem como conselheiros dois homens cruéis e dispostos a qualquer coisa para assumir o controle de tudo. É justamente isso o que eles fazem e da forma mais criativa possível, que é usando a antiga lenda sobre o monstro Ickabog. Ninguém acredita nessa história, até que revivem essa lenda e tentam torná-la real, tudo para encobrir um erro terrível e esdrúxulo.

E eu vou parar por aqui o resumo. Para mais informações, leia o livro!

Achei o enredo bem legal, a história está bem contada e adorei a ambientação. Não tive que me esforçar para conseguir me ver pela Cornucópia junto com os personagens — inclusive, adoraria experimentar os vários docinhos que são citados ao longo da trama.

Absolutamente, adorei o vilão, porque ele é mau de verdade. Ele poderia ser bom, mas ele prefere ser mau. É o melhor tipo de vilão, na minha opinião. Ele é mau porque sim e isso basta. Isso foi um dos motivos que me fizeram continuar virando as páginas e lendo furiosamente, porque eu queria muito que ele fosse derrotado. Eu realmente amei o vilão — tem mais de um, na verdade, mas naturalmente há o vilão dos vilões, o “mandachuva do mau”.

Uma coisa que já vi em vários livros que focam no público infantil é o uso dos nomes como uma forma de expor a personalidade do personagem — o Major Brilhante, por exemplo, só pode ser um herói, certo?

É uma leitura rápida e divertida. Curti bastante.

Quanto ao trabalho da editora Rocco, gostei muito. A capa está uma graça e o interior também. Inclusive, a própria autora fez um concurso de ilustração infantil para incluir na edição. Então, em cada capítulo, tem um desenho que ela escolheu de alguma criança que participou. Achei bonitinho.

Eu peguei O Ickabog sem ter ideia do que veria, mas adorei a história e acho que ela cumpre bem o papel dela, mostrando que a mentira pode até funcionar por um tempo, mas não funciona para sempre e as consequências são terríveis. O Ickabog mostra que a raiva gera mais raiva, assim como a bondade gera mais bondade. O melhor que podemos fazer é: sempre sermos a melhor pessoa que conseguirmos.

Título: O Ickabog Autor: J.K. Rowling | Tradução: Ryta Vinagre | Editora: Rocco | Páginas: 288

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