The Beauty of Darkness, de Mary E. Pearson | Resenha

book:
mary e. pearson

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Rating:
4
On 25/07/2018
Last modified:30/07/2018

Summary:

Uma conclusão satisfatória, apenas.

 

‘The Beauty of Darkness’: aquela sensação de que poderia ter sido melhor

Houve uma época em que eu era viciada em séries de livros. Mas essa época passou para mim. Hoje em dia, eu prefiro volumes únicos — eu sou aquela doida que prefere pagar uma fortuna logo de cara por um calhamaço de trocentas páginas e ler tudo de uma vez do que ter que ficar esperando o lançamento do volume seguinte e ir gastando o meu dinheiro em doses homeopáticas.

Mas nem todo mundo é assim. Tudo bem.

E, por esse motivo, eu costumo demorar muito para ler os últimos volumes de séries e trilogias — quando eu leio. Então, essa resenha é uma vitória para mim. Porque ela trata do terceiro e último volume da trilogia Crônicas de Amor e Ódio, chamado The Beauty of Darkness, escrito por Mary E. Pearson e publicado no Brasil pela DarkSide Books.

Estou com uma sensação ótima de dever cumprido. Agora, só falta eu terminar as outras milhares de séries e trilogias incompletas na minha conta.

Como eu acabei de dizer, The Beauty of Darkness é o último volume dessa trilogia. Então, naturalmente, vai ter spoiler na resenha. Já avisei.

Bom, a história obviamente continua de onde parou o segundo volume, que foi na fuga de Lia, Rafe e companhia de Venda e das garras do Komizar — que, só para contar, é mau à beça e mora no meu coração. Juntos, eles passam por uns perrengues terríveis na tentativa de alcançar um dos fortes de Dalbreck — o reino de Rafe que, para quem não lembra, é o príncipe. É claro que um monte de coisa vai dar errado no meio do caminho, mas, no fim, tudo surpreendentemente dá certo.

Eles acham que estão livres dos perigos que são mostrados no segundo volume, uma vez que o Komizar muito provavelmente está morto. Mas a vida é uma caixinha de surpresas horrorosas, então, é claro que vai ter muita treta.

E eu vou parar de falar por aqui, senão vou falar demais. Se quer saber do resto, leia o livro.

Agora é o momento em que você, caro amigo leitor, pensa:

Ler ou não ler: eis a questão – parafraseei mesmo.

Bom, a minha opinião final é que a história até que é legal, se considerarmos o todo e a mensagem que ela passa. Mas tenho que admitir, com certa dor no coração, que a trama poderia ter sido muito melhor planejada e apresentada. Mas, como eu disse, é a minha opinião. Já vi pessoas que amaram a trilogia inteira. Eu, pessoalmente, gostei bem mais do segundo volume, porque achei o vilão o máximo. As primeiras duzentas páginas desse último foram um martírio para mim, porque o foco foi todo no romance Lia/Rafe e nada mais interessante dos que as picuinhas do casal acontecia. Só Jesus na causa. Porém, depois que passou essa parte “amorzinho demais”, a história ficou bem legal. Eu consegui perceber o amadurecimento da Lia e o quanto ela aprendeu e mudou desde o conto de fadas e da princesa infantil e convencida do primeiro volume.

Pessoalmente, eu tenho uma relação de amor e ódio — juro que não estou fazendo piadinha com o título da trilogia — com a escrita da Pearson. Ao mesmo tempo que adoro algumas das metáforas e comparações que ela faz no texto, eu também acho que ela se estende demais, o que acaba deixando a leitura um pouco arrastada, de vez em quando. Como esse é o último volume e o leitor está sendo instigado a continuar na história, nada mais justo do que esperar um grand finale. Infelizmente, Pearson me decepcionou muito nesse quesito. Eu achei o final quase terrível — principalmente do vilão, que pedia algo muito mais forte, mas que acabou rápido demais. Enquanto lia as páginas de ação, eu tinha a impressão de estar prendendo a respiração e me enchendo de expectativa, mas, quando era chegado o clímax do momento, a coisa era muito mais fraca do que deveria e eu me decepcionava.

Acho que o grande problema foi a tentativa de colocar muitos detalhes e pequenas histórias em uma única grande história, o que fez com que, no final, houvesse muitas pontas soltas a serem amarradas. Mas, sem sombra de dúvida, o que mais me incomodou — na verdade, desde o primeiro volume — foi o título do livro. Na verdade, o título da trilogia também me incomoda muito. A trilogia se chama Crônicas de Amor e Ódio, mas, se o foco era para ser nisso, está tudo errado. Porque a própria história leva a atenção do leitor para outros assuntos. Agora, quanto ao título do livro, The Beauty of Darkness — se fôssemos traduzir ao pé da letra, poderia ser A Beleza da Escuridão —, até agora eu não consegui entender o que ele tem a ver com a história. Será que é a beleza da escuridão do perigo que eles estão correndo? Ou se refere ao dom que a Lia está desenvolvendo? Eu não sei. Se alguém conseguir descobrir, me fala.

Quanto ao trabalho da editora, fisicamente está um espetáculo, mas o trabalho no texto poderia ser melhor. Isso é um pouco frustrante, considerando a qualidade gráfica (e também o preço, né?). Encontrar erros com uma certa frequência não é legal. De qualquer forma, apesar dos pontos negativos, não posso dizer que detestei a história e não aproveitei a leitura. Simplesmente poderia ter ser melhor.

Uma conclusão satisfatória, apenas.

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