Perdão Mortal, de Grave Mercy | Resenha

Review of: perdão mortal
book:
Grave Mercy

Reviewed by:
Rating:
5
On 07/03/2017
Last modified:10/03/2017

Summary:

Um primeiro volume de trilogia envolvente e arrebatador!

‘Perdão Mortal’: um romance instigante, intrigante e surpreendente

Para uns, a morte representa o fim. Para outros, o recomeço. Ao longo da vida, enfrentamos dilemas, desafios, provações. Nas horas mais difíceis, principalmente, nos questionamos e a fé é colocada à prova. Assim como a nossa capacidade de perdoar. Essa questão é levantada de maneira surpreendente, intensa e arrebatadora em Perdão Mortal, o primeiro volume da trilogia O Clã das Freiras Assassinas – escrita por Grave Mercy -, que agora faz parte do catálogo da Plataforma 21, o selo jovem da V&R Editoras Brasil.

Na trama, acompanhamos a jornada de Ismae, uma jovem que é salva de um destino cruel e de um – péssimo – casamento arranjado ao ser recrutada para o convento de Saint Mortain, o Deus da Morte. Lá, ela descobre uma nova perspectiva para a sua vida ao treinar para se tornar uma habilidosa assassina e servir a Mortain. Mal sabia ela, porém, que a missão mais importante seria também a mais reveladora e que mudaria tudo… para sempre. Agora, não apenas o destino de um país inteiro, mas também o de seu verdadeiro amor, está em suas mãos.

Perdão Mortal é uma grata surpresa. Tanto que foi impossível tirar os olhos das páginas. A narrativa de Grace é completamente instigante. Mesclando romance, com muita ação, intrigas e reviravoltas, a história de Ismae me hipnotizou. Fiquei tão envolvida com a trama, que me peguei – muitas vezes – em dúvida se continuava a leitura para descobrir logo o que mais iria acontecer ou se tentava parar um pouco para que o livro não terminasse. Bom, vocês podem imaginar o que aconteceu. Aliás, desafio a quem for ler conseguir parar!

O interessante de Perdão Mortal é a dualidade contínua. Não há simplesmente o bem e o mal. Mas a redenção e o perdão. E essa decisão cabe apenas aos personagens. Inclusive, um dos pontos positivos da história é a sua protagonista, que representa bem isso. Ismae não é uma mocinha. E muito menos uma vilã. É uma jovem que busca um futuro, um objetivo e uma nova perspectiva de vida. Ela é forte, corajosa, destemida e humana. Convicta dos seus ideais, ela não exita ao servir ao Deus que a abrigou. Todavia, também consegue refletir e questionar as suas ordens quando elas lhe parecem falhas (destaque para o momento de revelação de Ismae, sobre o qual não irei me aprofundar para não estragar o momento de vocês, mas que achei de uma profundidade e sensibilidade emocionantes). E, acima de tudo, é capaz de amar incondicionalmente. Sua interação e química com Duval são cativantes, e é incrível ver como as personalidades de ambos, apesar de distintas, se complementam e enriquecem os personagens. Taí um casal de respeito.

Em meio aos dilemas e conspirações, o ritmo da narrativa é frenético. Durante a leitura, senti que não era apenas a história de Ismae que eu acompanhava, mas também do futuro da Bretanha e de sua duquesa. Por falar em duquesa, menção honrosa aos personagens secundários que brilharam ao longo da trama. Sinceramente, me apeguei, gente. E forte. Todos muito bem trabalhados, com funções claras e participações fundamentais para o desenvolvimento do livro. Grave consegue amarrar a sua obra de maneira honesta e bastante digna, nos presenteando com o início, meio e fim de um primeiro volume de trilogia – o que, sabemos, pode ser um pouco difícil. Para quem curte um romance medieval, Perdão Mortal é uma excelente pedida! Eu mal posso esperar para conhecer as histórias de Sybella e Annith!

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Um primeiro volume de trilogia envolvente e arrebatador!

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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