‘Percy Jackson – O Mar de Monstros’, de Rick Riordan | Resenha

livro:
Rick Riordan

Reviewed by:
Rating:
5
On 17/06/2016
Last modified:05/03/2017

Summary:

‘Percy Jackson – O Mar de Monstros’: uma continuação extremamente empolgante

Mar de MonstrosO verdadeiro poder da amizade e a certeza de que nunca devemos julgar o outro apenas pela aparência. Rick Riordan é um exímio contador de histórias. Tanto que é capaz de transformar a mitologia grega em um universo ainda mais surpreendente e cativante, com uma linguagem jovem e descolada. Nós somos muito fãs do escritor e prometemos que iríamos resenhar toda a série Percy Jackson e os Oliampianos (a verdade é que isso também foi uma desculpa para relermos a série). Então, confira abaixo o que achamos da continuação de O Ladrão de Raios, O Mar de Monstros.

No segundo livro, a situação do acampamento é preocupante e Percy e Annabeth novamente se unem para tentar encontrar o único artefato capaz de salvar o local e procurar Grover, que se encontra em perigo. Nessa jornada pelo Mar de Monstros, porém, a dupla é acompanhada por outros personagens. Alguns já conhecidos e outros, nem tanto. E esse é um dos principais e melhores pontos dessa obra.

É impressionante a capacidade de Riordan de construir personagens cativantes. E, sim, para quem já leu, é claro que estou falando de Tyson. Não entrarei em maiores detalhes sobre ele, para não tirar o prazer da leitura e da descoberta, mas preciso dizer que Tyson é uma adição fantástica não apenas à trama, mas a esse universo e principalmente à vida de Percy. A ingenuidade do personagem aliada à consciência de lealdade dá um equilíbrio entre o divertido (devido aos comentários impagáveis de Tyson a respeito de coisas das quais ele não tem muita noção) e o delicado. É simplesmente impossível não se apegar ao personagem, que traz muita verdade em sua essência. Inclusive, é ele também que influencia e muito no amadurecimento do próprio Percy.

Aliás, precisamos ter isso em mente: Percy é um adolescente. E, como tal, cheio de dúvidas, medos, incertezas e atrevimento. Uma das coisas que eu mais gosto na narrativa de Riordan é justamente manter essa veracidade. Apesar de Percy ser um semideus mais poderoso do que os demais por ser “filho de um dos grandes”, ele é, acima de tudo, apenas um garoto que teve que aprender na marra a ter certas responsabilidades e amadurecer não apenas para se desenvolver, mas também para salvar a sua vida e a vida daqueles que ama. Nesse livro especificamente, esse lado adolescente fala um pouco mais alto, causando até certa decepção para nós, leitores. Confesso que tive vontade de colocá-lo de castigo e lhe dar alguns sermões (falou a velha). Porém, por mais que você não concorde com algumas de suas atitudes, é possível compreendê-las. Mas o legal é justamente isso. Acompanhar o desenvolvimento do personagem, através de seus erros,acertos e sonhos. Não deixa de ser um aprendizado tanto para Percy quanto para nós. Até porque, isso não se limita a Percy. O escritor mostra que todos nós, até mesmos os deuses, somos suscetíveis a julgamentos equivocados e passos impulsivos. Tio Rick, você é sensacional.

O Mar de Monstros 2

 Para uma continuação, O Mar de Monstros não apenas cumpre muito bem o seu papel de dar seguimento à trama, mas também traz novos elementos muito importantes para o desenrolar da franquia. Sempre com aquela leitura ágil e leve, que só Riordan nos proporciona e, ainda por cima, com um final de nos deixar grudados em cada palavra até o ponto final. E desesperados para embarcar logo na aventura do terceiro livro.

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Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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