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Clássicos Sem Medo #5 | O Conde de Monte Cristo

03 março, 2021 por

Alguns posts atrás, eu comentei que tive que trocar o livro do último post do projeto Clássicos Sem Medo porque não tinha dado conta de terminar O Conde de Monte Cristo. Bom, agora, finalmente eis aqui ele. Com dois tomos, muitos comentários e ilustrações belíssimas, a edição da editora Zahar é uma das mais bonitas no mercado atualmente.

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SINOPSE

Edmond Dantès era um simples marinheiro a bordo do Pharon, quando o capitão morre e o deixa com uma missão. Assumindo o controle da embarcação, ele faz uma parada na Ilha de Elba, onde pega uma carta de Napoleão para levar de volta à França e entregar a um de seus partidários. Esse pequeno desvio do qual nem era o responsável será o causador de grandes viradas na vida do nosso personagem principal.

Ainda bastante ingênuo em seus 19 anos, ele acredita que todos os seus sonhos estão prestes a se tornar realidade. Ao assumir o comando do Pharon tão bem e ter o respeito de todos os marinheiros dentro da navegação, seu chefe, o armador Morrel, deixa subentendido que fará dele o novo capitão. Com essa promoção, ele poderá finalmente se casar com seu grande amor, a linda catalã Mercedes, e dar uma vida melhor e mais digna a seu velho pai. Entretanto, em uma conspiração movida por pura inveja e ganância, Dantès acaba preso e mandado para apodrecer na prisão do Castelo de If.

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Dentro das masmorras da prisão, onde ficou por 14 anos, ele conhece o Abade Faria que o ajuda a entender quem foram os responsáveis por todos os seus infortúnios e o ensina tudo aquilo que ele sabe, transformando o menino em um grande sábio.

Ao empreender sua fuga e com a promessa de uma grande fortuna ele jura se vingar daqueles que tanto lhe fizeram mal e é essa jornada que faz essa história ser o que é.

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O QUE EU ACHEI?!

Nem todas as expressões de surpresa seriam o suficientes para mostrar o quanto essa narrativa me deixou aturdida. Alexandre Dumas amarrou todos os acontecimentos, dos mais banais aos mais fantásticos, dessa trama de uma tal forma que nenhum fio solto foi deixado.

Apesar de ser um livro bem longo, em momento algum deixou de ser ágil. Suas características bem semelhantes a de uma excelente novela mexicana, daquelas bem cheias de fofocas e reviravoltas, fizeram com que essa história fosse super fluída e impossível de largar.

Na Parte II (essa, talvez, seja a única parte que os leitores podem vir a ter mais dificuldade de leitura), vários novos personagens foram introduzidos na trama e, no ínicio, admito que fiquei bem confusa, pois não conseguia entender aonde esses novos peões se encaixavam. Ao chegar no final, vi o quão perfeitamente o autor colocou cada um deles e minha vontade foi de aplaudir de pé.

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CURIOSIDADES E AMBIENTAÇÃO

Essa história foi originalmente lançada em formato de folhetim, durante os anos de 1844 a 1846, pelo Journal des Débats, e dividida em três partes:

Primeira parte – de 28 de Agosto a 19 de Outubro de 1844
Segunda parte – de 31 de Outubro a 26 de Novembro de 1844
Terceira parte – de 20 de Junho 1845 a 15 de Janeiro de 1846

Utilizando a história da França como pano de fundo de sua obra, Alexandre Dumas se inspirou na vida de seu pai para escrever O Conde de Monte Cristo.

Thomas-Alexandre Dumas (1762-1806), filho de um conde falido e de uma escrava negra, nasceu no Haiti colonial e ainda criança foi vendido pelo pai. Fez uma brilhante carreira militar em Paris, tendo lutado na Revolução Francesa e se tornado um importante aliado de Napoleão, que, depois, por cíumes do reconhecimento dele, decidiu tirá-lo do caminho. O herói, por isso, passou o final da vida encarcerado e morreu miseravelmente na pequena cidade de Villers-Cotterêts. Um documento em frangalhos chega a mostrar que ele chegou a passar pela fila da guilhotina comandada por Maximilien de Robespierre, devido à sua grande proximidade com alguns círculos aristocráticos no ínicio da Revolução Francesa.

O autor Alexandre Dumas, de maneira geral, escondia a cor da pele de seu pai, e em seus romances o retratava como branco. Ele fez isso, pois ainda era bem perseguido, mesmo só tendo um quarto de descendência negra, sendo chamado pela imprenssa de sua época de “canibal africano”.

TERMÔMETRO DO CLÁSSICO

 

 

 

Título: O Conde de Monte Cristo Autor: Alexandre Dumas | Tradução: André Telles e Rodrigo Lacerda | Editora: Zahar | Páginas: 1376

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