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Semana Especial Rick Riordan: Magnus Chase e As Crônicas dos Kane

20 agosto, 2020 por

Seguindo com a Semana Especial Rick Riordan, promovida pela editora Intrínseca, eu (Ju) e a Nat vamos falar sobre as duas séries menos conhecidas/faladas do tio Rick, porém não menos interessantes. Pelo contrário, Magnus Chase e os Deuses de Asgard e As Crônicas dos Kane são obra sensacionais que trazem todas as maravilhas, lendas e encantos das mitologias nórdica e egípcia, respectivamente.

A série de Magnus Chase é composta pelos seguintes títulos: A Espada do Verão, O Martelo de Thor e O Navio dos Mortos.

Eu sou suspeita para falar de Magnus porque o acho um dos melhores personagens já criados por Riordan. Ele é um jovem que, ao completar 16 anos, vê sua vida mudar ao reencontrar o seu tio Randolph e receber a notícia de que é simplesmente o filho de um deus nórdico. A partir daí, tudo o que ele achava ser lenda ou apenas histórias vira realidade. E, como se isso não fosse o bastante, Magnus descobre que cabe a ele a responsabilidade de salvar a humanidade. Sabe todas aquelas histórias de vikings, Valhala etc? Pois é. Tudo isso existe e Magnus precisa aprender a lidar com a sua nova realidade.

Olha, é impossível não ser afetado pelo carisma de Magnus. Ele é inteligente, destemido e dono de um humor ácido que o torna irresistível. Toda a sua jornada a partir do momento em que descobre a verdade sobre a sua existência é Rick Riordan em seu ápice. Sabe tudo aquilo que adoramos em Percy Jackson e os Olimpianos? Tem isso e muito mais em Magnus Chase e os Deuses de Asgard. E tudo com uma boa pitada de humor, visto que os deuses nórdicos não possuem aquela áurea meio blasé, aquele perfil mais “nobre”, digamos assim, dos deuses gregos. Eles são mais escrachados e nem sempre dotados de elegância e educação, né, Thor?

Claro, como em toda série do tio Rick, Magnus nunca poderia alcançar os seus objetivos sem a ajuda de amigos fiéis, companheiros de aventura. E, olha, eles são fantásticos. Blitz, Hearth e Sam. Como eu os adoro. Ah, claro! Não posso me esquecer de Jacques!! Não posso me aprofundar muito sobre a sua identidade para não estragar a surpresa, mas Jacques consegue roubar a cena muitas vezes. E Odin, Loki, Frey, Freya, Tyr, além de outros, claro, todos muito bem representados pela narrativa única de Riordan. Já falei o quanto a série é engraçada? Porque vale repetir. Eu dei umas boas gargalhadas com os três livros.

E, como se tudo isso já não fosse o bastante, Magnus Chase e os Deuses de Asgard traz reflexões e debates muito interessantes sobre temas importantes para os jovens: questões sobre sexualidade e gênero, religião, família, amizade, representatividade. Eu fiquei impressionada com o quanto eu aprendi com essa série – e não falo aqui da mitologia não, viu?. Eu tenho uma baita admiração pelo Riordan. E ela só cresceu à medida em que é perceptível a evolução não apenas da sua narrativa, mas do próprio autor. Da consciência que ele tem de seu papel como formador de leitores e na comunicação com os jovens.

Já a série As Crônicas dos Kane possui os títulos: A Pirâmide Vermelha, Trono de Fogo e A Sombra da Serpente. E quem vai falar sobre eles é a Nat.

As Crônicas dos Kane, acredito eu, é a saga do tio Rick menos conhecida e admirada, o que eu não consigo compreender porque uma trilogia baseada em mitologia egípcia, com toda aquela coisa de pirâmides, múmias e deuses metade humanos e metade animais, é demais!!

Os irmãos Carter e Sadie Kane estão crescendo separados; ele percorrendo todos os sítios arqueológicos egípcios com seu pai, o famoso egiptólogo Dr. Julius Kane, e ela, morando com a estabilidade de uma casa, amigos e uma vida normal com os avós em Londres. Os dois não possuem quase nada em comum e gostariam de ter o que o outro tem: ele a estabilidade e ela, a convivência com o pai. Mas, depois de um encantamento realizado pelo pai que o faz desaparecer e despertar deuses adormecidos, os dois se unem para encontrá-lo e descobrem que toda a magia e o mundo dos Deuses Egípcios são reais. Ajudados pela Deusa gata Bastet, eles correm o mundo para salvar seu pai e toda a civilização.

Acho que o mais importante nesses livros não é nem a questão da mitologia envolvida e trazida para nossa realidade, o que Rick Riordan – mais uma vez – faz com maestria, mas, sim, toda a reconstrução da relação entre os irmãos. O sumiço do pai é o ponto chave para toda uma mudança no relacionamento dos dois, trazendo-os para mais perto e criando um laço que não poderá jamais ser dissolvido. É uma coleção que, acima de tudo, fala sobre a importância da união familiar e como isso nos molda como seres humanos. Como uma pessoa que passou muitos anos afastada da própria irmã, consigo enxergar intimamente o valor das relações sendo recuperadas e como, às vezes, isso leva tempo. Leve o tempo que levar, mas sempre vale a pena.  Ah, e antes que eu me esqueça, há um conto crossover entre As Crônicas dos Kane e Percy Jackson e os Olimpianos chamado O Filho de Sobek, disponível somente em e-book e por um precinho camarada”.

Por Juliana d’Arêde e Nat Noce (Encalhados na Estante)

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