Semana Especial ‘A Menina Que Roubava livros’: obrigada, Zusak

Na Semana Especial promovida pela editora Intrínseca, o meu agradecimento ao autor cuja obra marcou a minha vida

Há livros que te fazem sorrir. Outros que te fazem chorar. Há também aqueles que nos fazem refletir, questionar. E há aqueles que mudam a sua vida. Seja com uma frase, uma palavra, um personagem. A Menina Que Roubava Livros mudou a minha vida. Isso é tão certo quanto o meu amor pelas palavras e por Markus Zusak. E, aproveitando a Semana Especial promovida pela editora Intrínseca para celebrar o lançamento do novo livro do autor, O Construtor de Pontes, eu gostaria de agradecê-lo por tudo o que ele me proporcionou com a história de Liesel.

Se eu tivesse que fazer a lista dos livros que me marcaram, eu passaria um bom tempo pensando e escrevendo. Desde que aprendi a ler, tornei-me literalmente uma leitora. Ainda bem e graças ao Mauricio de Sousa. Mas, depois dele, foram tantos que seria muito difícil e, até mesmo, injusto selecionar apenas alguns para falar. Todos foram importantes nessa minha jornada de autoconhecimento, de prazer, de imaginação e de aprendizado. E A Menina Que Roubava Livros foi um deles. Em todos os sentidos. Por isso, eu agradeço.

Mais do que apenas outro livro sobre a Segunda Guerra e seus horrores, A Menina Que Roubava Livros é um livro sobre amizade, força, coragem, amor e empatia. Empatia que tanto nos falta atualmente. Assim como o respeito e a solidariedade. Tudo isso, Zusak nos traz com a presença carismática e arrebatadora de Liesel. E também de Hans, Rosa, Rudy, Max, Ilsa. Já havia falado sobre eles na resenha, mas é impossível não discorrer sobre esse livro sem citá-los. Eles são a sua essência. Cada um deles nos dá uma lição. Cada um deles é responsável por várias das emoções que resultam dessa leitura. Por isso, eu agradeço.

Leitura essa, aliás, que deveria ser obrigatória. Especialmente no mundo em que estamos vivendo, hoje. Inclusive, com tantos fatos, tantos pontos que parecem transitar assustadoramente entre ficção e realidade. Precisamos contar a história para que ela não se repita. Zusak não só nos conta uma história; ele nos convida a “viver” essa história, a voltar a falar sobre tudo aquilo que queremos, mas não podemos esquecer. A Menina Que Roubava Livros mudou a minha vida, a partir do momento em que me deparei com a sua narradora e entendi o seu propósito. Me fez parar para pensar sobre nós, como sociedade. A nossa fragilidade e as nossas fraquezas. Ao mesmo tempo, também me emocionou com a nossa capacidade de superação e de união, ainda que em tempos sombrios. Me fez contestar, me colocar no lugar do outro, me fez querer lutar. Por tudo e por todos. Me fez acreditar ainda mais. E, por isso novamente, eu agradeço.

Muito obrigada, Liesel.

Muito obrigada mesmo, Markus Zusak.

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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