Especial Dia das Crianças: obrigada, Mauricio de Sousa

Sem dúvida, uma das maiores emoções da minha vida (mesmo sem eu entender direito o que isso representava, na época) foi aprender a ler. Todo um novo mundo se abriu para mim e, até hoje, cada livro me proporciona uma experiência indescritível. Liberdade, magia, encantamento. É isso o que a leitura me causa. E, se hoje eu sou essa leitora voraz e apaixonada, muito se deve a quem transformou o hábito da leitura – para mim e tenho certeza de que para muito gente – num dos maiores prazeres da minha vida: Mauricio de Sousa.
Sem me preocupar em ser clichê e repetitiva, foi por causa dele que ler, para mim, era muito mais do que uma simples diversão. Era um acontecimento. O meu acontecimento. Com a Turma da Mônica eu fui alfabetizada, eu aprendi a me apaixonar (e apegar!) por personagens e a deixar a minha mente viajar para os mais variados lugares. Percebi que a leitura iria mudar tudo. Percebi que eu nasci para ser leitora.

Quantos planos infalíveis eu já não imaginei com o Cebolinha, quantas vezes eu fui representada pela Mônica, Magali, Marina, Tina. A Turma da Mônica me representa. Representa a esperança, a inocência e a importância da leitura na vida de todos. Eu tenho muitos autores e livros preferidos, mas eu nunca poderia deixar de citar em primeiro lugar aquele que tornou tudo isso possível, para mim. Mauricio de Sousa e sua turminha terão sempre um lugar muito especial no meu coração, que eu espero dividir com os meus filhos, no futuro.

Mas eu também nunca me perdoaria se, num texto tão afetivo quanto este que revisita a obra e/ou autor que me marcou na infância, não citasse outra pessoa que tem tanta importância na minha vida como leitora quanto Mauricio de Sousa: Pedro Bandeira. Eu sempre digo que o Mauricio me ensinou a ler e que o Pedro me tornou uma leitora. Foi com a obra dele que eu comecei, de fato, a minha relação tão intensa com os livros. Cresci sendo uma Kara. E sempre serei. Me deliciei com O Fantástico Mistério de Feiurinha. Na minha adolescência, fui tocada profundamente com A Marca de Uma Lágrima. Tenho literalmente todos os livros de Pedro Bandeira. E faço questão de mantê-los com muito carinho e cuidado porque novamente eu quero que os meus filhos possam ter as mesmas e inesquecíveis experiências literárias que eu tive.
 
Gostaria que Mauricio e Pedro Bandeira soubessem o quanto representam na minha vida. Mas, sabe, acho que no fundo eles sabem. Eu só posso agradecer e continuar aproveitando toda essa liberdade e felicidade que eles me proporcionaram.

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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