Infinita, de Jodi Meadows | Resenha

Review of: infinita
book:
jodi meadows

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Rating:
4
On 10/07/2018
Last modified:19/07/2018

Summary:

Um final consistente e delicado

‘Infinita’: uma grata surpresa com um final emocionante

Quanto vale a imortalidade? A morte é, de fato, o fim? Aproveitar a única oportunidade que temos nessa vida e vivê-la intensamente pode ser um grande desafio, mas também o melhor dos presentes. E chegou a hora de Ana, Sam, Stef, Sarit e os outros fazerem a sua escolha, definitivamente. É nesse clima de conclusão, conflitos e incertezas que Jodi Meadows chega ao final da sua Trilogia Incarnate com Infinita, terceiro e último volume da série, publicado pela editora Valentina.

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Na trama, tem início o Ano das Almas, que traz uma série de desastres e ameaça Heart com terremotos e outros perigos. Para completar, a caldeira de Range está prestes a entrar em erupção. Com isso, Ana tenta convencer seus amigos a se juntarem a ela e Sam no exílio, numa jornada rumo ao Norte atrás de respostas e aliados para impedir a ascensão de Janan. E, claro, salvar e proteger as almasnovas. O que Ana ainda não sabe é se essa será a sua única chance, sua única vida.

Olha, a trilogia Incarnate seguiu uma crescente. Depois de um segundo volume eletrizante, Infinita cumpriu muito bem o papel de conclusão da saga, sem perder o ritmo de seu antecessor. Gostei muito das reviravoltas e do clima de insegurança, daquela sensação do tempo acabando. Foi surpreendente e, até mesmo, angustiante em alguns momentos. As personagens saíram de sua zona de conforto e foi bem interessante ver essas relações numa realidade quase extrema. E senti também que Jodi se preocupou em fechar todos os ciclos, não deixar brechas, o que deixou uma sensação bastante reconfortante, ao final da leitura.

Ana chegou ao seu auge. Destemida e determinada, foi uma líder nata, sem perder a doçura e sua essência. Eu estou DOIDA para comentar sobre algumas de suas habilidades recém-adquiridas e descobertas, mas prometo que irei me conter para não estragar a surpresa. Além disso, a autora também soube dosar a seriedade com a leveza, então, apesar de todos os desafios e de todos os riscos, ainda temos algumas tiradas que conseguem nos fazer sorrir. É admirável a força e a fé de Ana em seus amigos, nas almasnovas e no que ela acredita que precisa fazer para salvar a todos, mesmo que isso signifique sacrificar a si mesma e o seu grande amor.

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Por falar em amor, a relação de Ana e Sam é colocada à prova de todas as maneiras. Uma das coisas de que eu mais gosto nessa trilogia é o debate a respeito das reencarnações e das escolhas. Podemos julgar uma sociedade por uma decisão tomada há cinco mil anos em circunstâncias extremas? Ao mesmo tempo, que direito eles tinham de definir quem nasce e quem morre? É tudo muito fantástico, delicado e interessante. Inclusive, dá até para fazer uma paralelo com a vida real. Governos tiranos, lavagem cerebral, sociedade submissa e perseguição ao “diferente”. Qualquer semelhança pode não ser mera coincidência.

Os demais personagens também ganharam destaque em Infinita e são parte fundamental do desenvolvimento da trama e da luta contra Janan. O que só tornou tudo ainda mais difícil para quem, como eu, é uma leitora extremamente apegada. Pronto. Falei e saí correndo. Todo o embate com Janan, a questão das sílfides, a fênix, toda a mitologia criada por Jodi, tudo isso criou um universo extremamente cativante. É nítida a evolução da narrativa nos três livros, o que foi bom para manter o interesse na trama. E que final lindo, sensível e delicado! A Trilogia Incarnate definitivamente foi uma grata surpresa.

Um final consistente e delicado

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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