Robopocalipse, de Daniel H. Wilson | Resenha

‘Robopocalipse’: um livro que mexeu com a minha cabeça

Recentemente li o livro Robopocalipse, de Daniel H. Wilson, publicado sob o selo da Editora Record.

E, nossa, esse livro me deixou meio — muito — apavorada.

Porque o tópico principal dele é sobre algo nada legal. E um “algo nada legal” que pode mesmo acontecer. Na verdade, é meio óbvio, por causa do título — que eu, pessoalmente, achei péssimo justamente por ser óbvio demais. Mas achei a história em si bem legal e, para todos os efeitos, coerente com o que se propôs. O autor foi bem direto e conseguiu me passar perfeitamente uma ideia: a de que devemos tomar cuidado com esse nosso desenvolvimento desenfreado, de que o que nós criamos pode nos superar e talvez decida não ser nosso amigo.

E queira nos destruir.

 

Mas, como eu disse, tudo isso pode ser deduzido apenas lendo o título do livro. O que não pode ser deduzido é a forma como a história é contada. De início, eu achei que seria uma narrativa crônica, ou seja, que seguiria linear e continuamente, sob a perspectiva de um único personagem ou variando entre eles — como nos livros do George Martin, só para vocês entenderem do que eu estou falando.

Mas eu não vou dizer como foi, porque eu tenho que deixar um mistério para te ajudar a se interessar pelo livro, é claro. Então, fica imaginando aí e depois vai ler Robopocalipse. E apesar de eu ter gostado bastante da escolha de como a história seria apresentada, achei que houve uma falha na execução. Porque eu achei que todos os depoimentos, de todos os personagens monotonamente iguais, fossem crianças, adultos, idosos ou de nacionalidades diferentes; todos tinham formas de falar e narrar parecidas — salvo os depoimentos dos robôs, que realmente tinham algumas características robóticas que diferiam das narrativas humanas.

Apesar disso, eu curti a história. No início, fiquei com um medo absurdo — cheguei a olhar feio para o meu laptop e celular, esses traidores — e acho que a ideia era essa mesmo. Gostei.

Tem bons personagens, bons dramas, bom terror, boas ideias, bons diálogos, bons robôs assassinos, boas mortes e sangue correndo solto. Minha dica: apegue-se apenas a 4 personagens, mas eu não vou dizer quais são.

De nada.

Quanto ao trabalho da editora, não tenho nada do que reclamar. A capa está boa — na verdade, foi muito elogiada por várias pessoas que me viam lendo —, a diagramação está simples e satisfatória, a fonte está boa para a leitura e o tamanho não está nenhum absurdo, ou seja, o livro não é terrivelmente pesado ou grande demais para caber na bolsa.

Acho que o ponto forte de Robopocalipse, a despeito dos seus outros atributos positivos, é o fato do tema ser bem atual e assustador. Acho que os amantes de ficção científica, com fim do mundo e robôs malvadões vão gostar muito.

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