A Maldição de Hollow – Trilogia A Sina do Sete – Livro 2, de Nora Roberts | Resenha

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nora roberts

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4
On 21/09/2017
Last modified:22/09/2017

Summary:

Nora mantém aquele ritmo ágil e nos faz viajar para Hawkins Hollow

‘A Maldição de Hollow’: a luta contra o mal ganha mais elementos numa boa transição

O que fazer quando o destino bate à sua porta? Enfrentá-lo ou fugir? Em A Maldição de Hollow, segundo volume da trilogia A Sina do Sete, publicado pela editora Arqueiro, Nora Roberts nos guia para dentro do seu universo mágico e misterioso rumo à conclusão da jornada de Caleb, Fox e Gafe.

Na continuação, Fox, Caleb, Gage, Layla, Quinn e Cybil se aprofundam na busca pela história de seus antepassados e numa forma de derrotar o mal libertado pelos meninos em seu aniversário de 10 anos. Agora, Fox e Layla precisam se entender e fortalecer seus laços e a sua conexão, que podem ser um trunfo na hora de enfrentar as trevas. O problema é que Layla ainda tem que aprender a lidar com a sua habilidade recém-descoberta e com a forte atração que sente por Fox.

Um segundo livro de uma trilogia é sempre uma incógnita, geralmente por ter a função de ser uma “transição”. É o caminho pelo qual os personagens passam até a conclusão. Tanto que muitos se perdem. No caso de Nora Roberts, essa jornada é muito clara e sabemos exatamente onde eles vão chegar. Mas nem por isso deixa de ser envolvente e apaixonante. Na resenha de Irmãos de Sangue, eu comentei que, quem é fã da autora, já consegue perceber um padrão em suas narrativas, principalmente as trilogias. E que é justamente isso o que mais gostamos – pelo menos eu, no caso. Há uma sensação de reconhecimento nas obras de Nora.

Por mais que A Maldição de Hollow não tenha nada tão surpreendente, ainda assim, é uma boa leitura. Principalmente na questão do desenvolvimento dos personagens. O fato de cada um deles ser o protagonista de cada volume é ótimo para que todos tenham um bom espaço para crescer e amadurecer na narrativa. Neste livro, Fox lidera a trama, ao lado de Layla. O último volume da trilogia ainda não foi lançado e, por isso, posso soar um pouco precipitada, mas arrisco a dizer que, dos três, Fox é o meu preferido. Pelo seu senso de justiça, sua lealdade e sua relação com a família. Portanto, foi muito interessante explorar o seu ambiente, a sua realidade. E, acima de tudo, conhecer todas as suas nuances. Me aprofundar em suas qualidades, mas principalmente detectar os seus defeitos e pontos fracos. Afinal, todos eles são seres humanos (que a gente saiba), e podermos reconhecer suas fraquezas ajuda a dar um ar mais real à história.

 

Igualmente interessante foi observar a dinâmica dele com Layla e seus contrapontos. Ao mesmo tempo em que Fox é absolutamente certo das coisas, de seus ideais e da sua função, Layla é o oposto. De todos os personagens, Layla é a que mais precisou entender e absorver tudo o que está acontecendo. Para ela, as coisas simplesmente foram “jogadas” em sua direção, sem que ela pudesse parar para pensar ou racionalizar a situação. Gosto desse paralelo criado entre ela e Fox e como eles parecem ser o equilíbrio um do outro.

O confronto com o mal, talvez, tenha soado um pouco superficial neste livro, mas entendo a necessidade de se manter um ritmo e um gancho para o final. Nada que tenha me incomodado profundamente. Acho que eu sempre quero mais de Nora Roberts porque suas histórias me cativam e, de alguma forma, me fazem sonhar. Gosto de sentir que faço parte daquilo e entro na luta com eles. Agora só nos resta aguardar ansiosamente para saber como será o final dessa história e que papel Gage e Cybil (já adianto que é a minha personagem feminina preferida da trilogia) irão desempenhar.

Nora mantém aquele ritmo ágil e nos faz viajar para Hawkins Hollow

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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