Caraval, de Stephanie Garber | Resenha

Review of: Caraval
livro:
Stephanie Garber

Reviewed by:
Rating:
4
On 26/04/2017
Last modified:19/07/2017

Summary:

De meros leitores, Stephanie nos transforma em participantes do "Caraval". E nós adoramos!

‘Caraval’: um jogo surpreendente!

O que é real e o que é ficção? Como distinguir a magia da realidade? O jogo começou, e é preciso abrir bem os olhos, pois nem tudo é o que parece em Caraval, de Stephanie Garber. O livro é um dos próximos lançamentos da editora Novo Conceito, que disponibilizou antecipadamente a obra para os seus parceiros. E, olha, nós adoramos jogar!

'Caraval', de Stephanie Garber
‘Caraval’, de Stephanie Garber / Divulgação Novo Conceito

Na trama, Scarlett é praticamente uma prisioneira de uma pequena ilha. Prisioneira porque ela e a irmã, Donatella, vivem sob o controle de seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Para tentar escapar de uma vida regada a punições e agressões, Scarlett aceita se casar com um conde desconhecido, com a esperança de poder sair dali e levar a irmã junto. Mas, desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval e, após anos de cartas sem respostas, finalmente, ela recebe o tão esperado convite para participar do Caraval. Justo quando Scarlett não pode aceitar, pois não poderia colocar o casamento em risco. É aí que Donatella arma um plano e sequestra a irmã para levá-la ao espetáculo. O que ninguém esperava é que Donatella simplesmente desaparecesse e Scarlett, agora, se vê obrigada a ganhar o jogo para reencontrar a irmã.

Adoro jogos e magia, portanto, a sinopse de Caraval despertou o meu interesse desde o princípio. Primeiro volume de uma duologia, o livro consegue nos envolver com sua aura misteriosa e despretensiosa, nos transportando para um universo mágico, encantador e surpreendente. A escrita de Stephanie é leve, mas flui muito bem. E, apesar de a narrativa não parecer tão rebuscada, gostei muito das metáforas das cores utilizadas pela autora para representar as emoções da protagonista e do detalhamento dos cenários, dos ambientes do Caraval, bastante criativo e diferente. Aliás, tudo me pareceu um tanto quanto lúdico, o que se encaixa perfeitamente com a premissa da história. Eu realmente me senti conectada com aquele universo.

Quanto aos personagens, embora Scarlett seja a personificação daquela mocinha sofrida, insegura e praticamente submissa, você consegue gostar dela, de verdade. Impossível não tentar entender os seus medos e receios, depois de saber o quanto ela e Donatella sofrem nas mãos do pai e do seu desejo visceral de proteger a irmã. Além disso, Scarlett cresce – e muito – ao longo da narrativa, ou melhor, ao longo do Caraval. Ela precisa amadurecer e praticamente se redescobrir durante o jogo para atingir os seus objetivos, e é muito bacana acompanhar essa evolução. Eu realmente torci por ela!

Donatella, por sua vez, é o oposto da irmã. Destemida, ousada e basicamente inconsequente. Às vezes, chega, inclusive, a ser irritante, mas a relação das irmãs e o amor que uma sente pela outra é emocionante. Praticamente como se uma fosse o complemento da outra, o equilíbrio da outra. E temos Julian. Ah, Julian. O marinheiro misterioso, com segredos mortais, o nosso “mocinho anti-herói”. Ele foi um dos principais responsáveis pela “transformação” de Scarlett na história e eu confesso – romântica que sou – que me deixei seduzir pela interação deles. Quanto aos demais personagens, não chegamos a ver um desenvolvimento significativo deles, apesar de algumas participações bastante relevantes. Acredito que muitas coisas tenham ficado para o segundo livro, nesse caso, o que eu também acho ótimo.

‘Caraval’, de Stephanie Garber / Foto Vai Lendo

Caraval é daqueles livros que você precisa abrir a mente e se deixar levar, pura e simplesmente pelo prazer. É um livro que tem magia, muita emoção e reviravoltas. Daquelas que nos fazem sentir tão perdidos e surpresos quanto Scarlett, como se nós mesmos estivéssemos participando do jogo. É interessante a forma como a autora leva os leitores a acompanhar as pistas juntamente com os seus personagens. E principalmente como o Caraval não se mostra apenas um jogo, mas é quase uma jornada pessoal, na qual os participantes enfrentam os seus maiores medos, revelam os seus segredos obscuros e têm a chance de, talvez, serem aquele tipo de pessoa que sempre desejaram. E, claro, é também um livro de amor, família e redenção. De esperteza e sagacidade. Nós jogamos e mal podemos esperar para participar novamente!

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De meros leitores, Stephanie nos transforma em participantes do "Caraval". E nós adoramos!

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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