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The Heart of Betrayal, de Mary E. Pearson | Resenha

31 março, 2017 por
book:
Mary E. Pearson

Reviewed by:
Rating:
5
On 31/03/2017
Last modified:25/08/2020

Summary:

Uma continuação surpreendente e bem construída!

‘The Heart of Betrayal’: o desenvolvimento de uma história fantástica com o melhor vilão de todos os tempos

Eu li The Kiss of Deception, o volume 1 das Crônicas de Amor e Ódio, de Mary E. Pearson, publicado pela Darkside Books, recentemente. E resolvi engatar logo no segundo, The Heart of Betrayal. E que bom que fiz isso, porque a história foi bacana e melhorou consideravelmente em relação ao primeiro volume.

Em The Kiss of Deception, vimos uma narrativa um pouco arrastada e monótona – melhorando mais para o final –, focada nos problemas existenciais e amorosos da Lia – naturalmente, uma vez que é ela a narradora na história.

Bom, isso não mudou. O foco ainda são os problemas existenciais e amorosos da Lia, mas esses problemas se tornaram um pouco mais graves, o que tornou o livro bem mais interessante. Até mesmo porque, em The Heart of Betrayal, finalmente vemos que algo bem maior do que o drama da Lia está acontecendo.

Eu me lembro de ter comentado na minha resenha do The Kiss of Deception que eu não havia entendido a ligação do título com a história. Mas, em The Heart of Betrayal, eu já achei essa ligação bem clara.

Mas vamos a um rápido resumo da história. E preparem-se, PORQUE VAI TER SPOILER!

SE VOCÊ ABOMINA SPOILERS, PARE DE LER ESSA RESENHA E VÁ LER THE KISS OF DECEPTION PARA, DEPOIS – E APENAS DEPOIS –, VOLTAR AQUI!!!!!!!!!

Bom, avisei. Não me responsabilizo por estragos a partir daqui.

The Kiss of Deception terminou com o reencontro – completamente previsível – entre a Lia e o Rafe, sob o domínio do batalhão vendano, culminando logo depois com a chegada deles em Venda. Pois bem, The Heart of Betrayal continua exatamente daí.

Nesse segundo volume, Lia irá narrar para nós os seus dias como prisioneira em Venda, estando em contato com o povo e a cultura vendana, que é bem diferente de Morrighan. E eu achei isso bem interessante, porque eu gosto de quando o autor faz esse confronto e comparação entre duas culturas diferentes.

Eu percebi que, dessa vez, ao invés de fazer com que o leitor conheça os dois personagens masculinos antagonistas – o Rafe e o Kaden –, a autora pareceu colocá-los em uma balança para que nós, leitores, escolhêssemos aquele que mais nos agrada e pelo qual vamos torcer – tudo bem que o que eu escolhi não era nenhum dos dois, mas eu sou do contra.

Mas o mais importante é, dessa vez, nós temos um vilão. O Komizar é o líder de Venda, e ele é mau mesmo. Ou seja, eu o adorei! Francamente, foi um dos melhores vilões que eu já vi, porque o motivo da maldade dele é muito plausível e não envolve nenhum trauma ou algo assim. Ele é mau porque o cargo dele exige isso, o que quer dizer que ele é um vilão inteligente.

Foi o suficiente para ganhar o meu coração deturpado de leitora maluca e me fazer torcer fervorosamente por todas as maldades dele. Me julguem.

Bom, além do vilão maravilhoso, eu também achei a própria trama mais interessante, porque somos apresentados a um mundo que, desde o início do primeiro volume, foi colocado como um misterioso antro de bárbaros. Mas em The Heart of Betrayal ficamos sabendo que as coisas podem ser mais do que parecem. E essa situação por si só parece ter sido o suficiente para que a própria Lia crescesse um pouco e se tornasse mais uma das jogadoras nessa disputa de poder que se desenrola nesse segundo livro.

Mas nada disso importa, porque o Komizar é demais – e a Lia sofrendo por causa do Rafe e do Kaden… hã, fala sério.

Quanto ao trabalho da editora, está muito bom. A capa não é das minhas preferidas, mas não vi nada de errado – está condizente com a história. Todo o resto está seguindo a mesma linha do que foi feito no volume 1, o que é ótimo. Mais um trabalho bem feito.

Enfim, The Heart of Betrayal, em minha opinião, apresentou uma trama bem mais interessante, com os mesmo elementos fantásticos, românticos e misteriosos, que The Kiss of Deception – sem falar no vilão malvado e maravilhoso demais. Eu acho que quem leu o primeiro vai gostar de se aventurar pelo segundo.

Recomendo a leitura.

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