Semana Especial ‘Aconteceu Naquele Verão’: parte 2

Descubra quais foram os nossos contos preferidos da obra!

Essa semana os parceiros da editora Intrínseca estão participando da Semana Especial Aconteceu Naquele Verão, coletânea de contos organizada por Stephanie Perkins. Nesta segunda, nós já começamos com a resenha da obra que literalmente aqueceu e iluminou o nosso coraçãozinho. Para esta terça (7/2), a editora sugeriu que falássemos sobre o nosso conto preferido. Gente, eu não consigo nem escolher direito a minha lista de melhores leituras; como escolher apenas UM dentre 12 histórias encantadoras? Impossível! Eu sou romântica, adoro o verão e sou fã de boa parte dos autores dessa antologia. Ou seja, em vez de um, vou escolher três. E vou começar a falar logo sobre eles antes que a lista cresça.

Como já declarei inúmeras vezes em meus textos, eu sou uma pessoa extremamente sensível, romântica e sonhadora. Logo, histórias de amor que nascem de uma bela amizade, que superam o tempo, a distância e os obstáculos da vida são um prato cheio para os meus devaneios literários. Tanto que, quando parei para pensar qual dos contos tinha me tocado mais, não me causou nenhum espanto escolher justamente os contos de Stephanie Perkins, Veronica Roth e Jennifer E. Smith. Já li outras obras dessas autoras que mexeram comigo por abordarem esses pontos que me fazem sonhar acordada. E, no caso dessa coletânea, os textos trouxeram também algumas reflexões e outros questionamentos com os quais eu me identifiquei bastante.

Em Inércia, Veronica Roth nos traz a história de Matt e Claire, que eram melhores amigos e, agora, não passam de meros conhecidos. Até Matt sofrer um acidente e estar prestes a morrer. Isso porque, no mundo criado por Roth, há um programa chamado Última Visita que permite aos pacientes escolher aqueles com quem eles querem ter uma última conversa. Claire está na lista de Matt e, assim, os dois têm a oportunidade de reviverem algumas de suas lembranças mais doces e também mais sofridas, relembrando não apenas a sua amizade, mas descobrindo principalmente um amor puro e verdadeiro. O meu amor medo na vida é perder as pessoas que eu amo. Não consigo sequer imaginar isso e, cada vez que um pensamento desse me vem à cabeça, eu sofro. Então, me colocar no lugar de Claire durante a leitura foi muito difícil, dolorido e angustiante. Mas é impossível não se envolver com o conto, não torcer para que eles possam ter uma segunda chance. Eu adoro histórias de segunda chance. Acho que todos merecem. E gostei particularmente de o texto nos fazer refletir sobre o que realmente importa, o que levamos da vida e como, às vezes, perdemos tempo com mágoas e rancores que, no fim, não valem o sofrimento e podem nos custar muito caro. Como perder as pessoas que amamos e que nos amam.

Já em Mil Maneiras de Isso Tudo Dar Errado, mais uma vez, Jennifer E. Smith traz aquela sensibilidade que tanto me encantou em A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. De uma maneira bastante sutil, mas incrivelmente verdadeira e natural, Jennifer nos apresenta a Griffin e Annie. Dois jovens que, durante o verão, descobrem que as dificuldades não significam necessariamente impedimentos e rótulos. Principalmente quando se ama.

Stephanie Perkins, por sua vez, sabe como criar uma história de amor leve e apaixonante e fez meu coração bater com Em Noventa Minutos, Vá em Direção a North. Marigold e North são tão reais, tão cativantes. E a história deles é simplesmente acalentadora. Mesmo sem contar para gente como eles se conheceram e como a relação deles chegou até aquele ponto, é totalmente perceptível a intensidade dos sentimentos, dos gestos, das atitudes de ambos. A autora mostra que é possível corrermos atrás dos nossos sonhos, mas não precisamos fazê-lo sozinhos. Aliás, podemos, inclusive, dividir esse sonho.

É isso, gente! Espero que tenham gostado das minhas escolhas!

Já leram a coletânea? Quais foram os contos preferidos de vocês?

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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