Semana Especial Intrínseca: Rick Riordan #1

No primeiro texto da Semana Especial Rick Riordan, promovida pela editora Intrínseca, falamos um pouco da importância do autor, do valor de sua obra e da nossa idolatria por ele

Eu sou completamente apaixonada por mitologias. Todas elas. Cada história, cada deus, cada personagem é, para mim, literalmente mágico. Devoro toda e qualquer literatura que aborde este assunto. Então, quando eu descobri Rick Riordan pela primeira vez, me encantei de imediato. Tá certo que eu não era mais considerada o seu público alvo – já tinha quase uns 18 anos -, mas nunca liguei para isso. Leio juvenis até hoje e adoro. Se é bem escrito, eu topo! E, nossa, Riordan tem um dom. Sinceramente. Misturar mitologia e tempos atuais numa narrativa voltada para os adolescente/jovens? Desculpe, mas não é para qualquer um. Se tem alguém que consegue se comunicar com seus leitores, é ele. Portanto, quando a editora Intrínseca anunciou para os seus parceiros que faria uma Semana Especial Rick Riordan, eu já estava praticamente sentada na frente do computador pronta para começar a escrever sobre esse autor que tem um lugarzinho cativo no meu coração e na minha estante.

Para começar, a Intrínseca quer saber o que eu falaria para alguém que nunca leu Rick Riordan, por quê eu acho que essas pessoas deveriam conhecê-lo e o que senti quando li uma obra sua pela primeira vez. Olha, obviamente sou MUITO suspeita para falar. Mas eu indicaria Riordan para qualquer leitor, mesmo quem não gostasse ou nunca teve a oportunidade de se aprofundar na mitologia. Isso porque ele tem a capacidade de transformar a mitologia em algo leve, divertido e, ao mesmo tempo, educativo. Não apenas no sentido literal do aprendizado, mas também em valores sociais. Geralmente, nós, leitores brasileiros, temos aquele preconceito mesquinho e sem fundamento de achar que tudo o que vende mais é “modinha” e, portanto, sem valor “cultural” ou “intelectual”. Na boa? Isso é besteira. Mas MUITA besteira. Em minha humilde opinião, um livro que consegue chamar a atenção de tantos leitores tem muito valor. Valor sentimental e também literário. Isso significa que as pessoas estão LENDO. Para mim, isso já justifica tudo. E, especialmente no caso do Riordan, significa que os JOVENS estão lendo. É para glorificar esse cara de pé.

Riordan trouxe uma nova forma de se comunicar com os jovens e de mostrar que alguns temas abordados na escola, por exemplo, podem muito bem nos entreter e transformar a leitura em algo prazeroso. Quando li Percy Jackson e o Ladrão de Raios pela primeira vez, fiquei hipnotizada por sua narrativa fluida, detalhista e muito engraçada. Ainda não li um livro dele que não tenha me arrancado boas gargalhadas. Ele consegue captar a essência dos adolescentes – e seus conflitos internos – e equilibrar com o desenvolvimento de um verdadeiro herói. É encantador. E, gente, trazer os deuses gregos (no caso da série Percy Jackson e os Olimpianos) para a nossa realidade é tão genial que eu gostaria de ter pensado nisso. Se eu tivesse lido os livros de Riordan na minha pré-adolescência, época em que eu já era uma leitora voraz (obrigada, Pedro Bandeira), provavelmente teria me divertido ainda mais pensando que eu poderia facilmente ser uma semideusa (quem nunca?).

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Acho que aqueles que sabem interpretar texto entendem que Riordan não tem a pretensão de ser uma enciclopédia mitológica. Pelo contrário. Ele só quer que seus jovens leitores tenham interesse pelo assunto e se divirtam durante a leitura. Não aguento quando escuto alguém criticando a sua liberdade criativa em cima da mitologia. Ah, por favor, né? Um pouco mais de bom humor na vida e mente aberta. Eu, que sou obcecada por mitologia, me apaixonei desde o início por seus livros e principalmente por ele ter mostrado que mitologia não é nenhuma hidra de sete cabeças. E acompanhando os outros livros da série os Olimpianos e as demais coleções do autor, é incrível perceber a sua própria evolução narrativa. É como se Riordan crescesse e amadurecesse com seus personagens (ainda que Percy continue sendo um pouco irritante  – #prontofalei). E quando ele se aventurou na mitologia nórdica? Gente, me segura que eu não posso ouvir falar de Magnus Chase que já abro aquele sorriso. Se eu já era fã do autor, com essa série nórdica cheguei naquele nível de idolatria dos adolescentes. Se um dia eu encontrar esse homem, não respondo por mim. Magnus é contagiante, cativante, surpreendente e hilário. Confesso que, entre ele e Percy, fico com o garoto cover de Kurt Cobain (interna para quem já leu Magnus Chase), que achei bem mais carismático (que Poseidon não leia isso).

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Quando li Riordan pela primeira vez, me senti completamente nostálgica. Lembrei de quando fui apresentada à mitologia grega e de como aquelas histórias mexeram comigo. E ainda mexem. Senti uma alegria imensa de descobrir um autor que nitidamente se preocupa com o seu público e que tem consciência da importância do seu trabalho na formação de leitores. Fiquei muito feliz pelos jovens que têm a oportunidade de iniciarem nesse mundo mágico da literatura através de suas páginas e criaturas mitológicas. Mas Riordan também trabalha os conceitos de família, amizade, lealdade, responsabilidade, coragem e fé. E isso fica cada vez mais perceptível ao longo das suas obras. Outro dia, meu tio postou uma foto da minha prima de 12 anos lendo O Ladrão de Raios completamente envolvida e compenetrada. Fiquei maravilhada de orgulho. Acho lindo quando um autor consegue atingir várias gerações. Tipo o Pedro Bandeira.

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Se eu indico Rick Riordan? Olha, se eu pudesse, sairia distribuindo seus livros para todo mundo. Sem essa de preconceito de estilo ou idade. Eu diria que, para quem gosta de viajar durante a leitura, viver novas experiências, se divertir e ser feliz com um livro, Riordan é o cara. Boa aventura!

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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