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A Tormenta de Espadas, As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin | Resenha

‘A Tormenta de Espadas’: quando o negócio fica feio em Westeros

Olá, queridos leitores! Já se recuperaram da INCRÍVEL Batalha dos Bastardos, exibida no último domingo (19)? Por isso mesmo, trago a resenha de A Tormenta de Espadas, o terceiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, publicada pela editora LeYa. E eu diria que o nosso amado Martin realmente conquistou o título de temido, neste livro. Mas vamos por partes. Deixem-me fazer um breve resumo da história. Depois ou, quem sabe, durante falarei do sangue que escorrerá por entre os seus dedos enquanto estiver segurando esse livro e, como o livro em questão tem nada menos do 884 página, sugiro que segure com as duas mãos.

Nesse terceiro volume, sinto que posso dizer que o autor não está mais preocupado em fazer apresentação nenhuma do universo de Westeros. A Tormenta das Espadas, em minha opinião, não deve ser lido, de maneira nenhuma, antes do primeiro e segundo volume. Porque é nesse livro que boa parte dos grandes acontecimentos ocorrem – ou, pelo menos, se tornam uma possibilidade.

Em A Fúria dos Reis – volume 2 da série -, vemos uma Westeros dividida, com nada menos do que cinco aspirantes a reis – que estão mais do que dispostos a derramar sangue para conseguir a coroa. Mas eu diria que é nesse terceiro volume que as batalhas de fato acontecem. O próprio título – A Tormenta de Espadas, ou seja, muitas lutas, guerras e batalhas – já é um bom indicativo do foco do livro e já pode servir para preparar o coração do leitor, porque o sangue vai jorrar alto e longe. Mas nem sempre essas batalhas acontecem no campo de batalha, e é aí que entram o que, para mim, foram as grandes jogadas do Martin e o que realmente me atraiu nessa história e me fez continuar acompanhando: as traições, as intrigas e as reviravoltas.

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Capas de ‘A Tormenta de Espadas, As Crônicas de Gelo e Fogo’, de George R.R. Martin / Divulgação

Porque o inesperado impressiona.

E em A Tormenta das Espadas, reviravoltas, traições e intrigas tem aos montes!

Quase na mesma quantidade que personagens mortos.

Mas, enfim, vamos ao resumo que eu tinha prometido desde lá de cima.

Novamente, Martin explora vários pontos de vistas – os capítulos são separados de acordo com os pontos de vistas de determinados personagens, o que, eu já mencionei nas resenhas anteriores, confere uma grande riqueza à história.

Ou seja, temos várias coisas acontecendo ao mesmo tempo.

A Tormenta de Espadas continua com a deixa de seu antecessor, A Fúria dos Reis. O reino de Westeros ainda passa pela difícil e confusa situação de possuir um punhado de aspirantes a reis querendo dominá-lo. Porto Real enfrenta uma difícil e sangrenta batalha devido a essa disputa pela coroa. Enquanto, no Norte, os selvagens estão marchando em direção à Muralha – abro um espaço aqui para enfatizar o incrível desenvolvimento que o personagem Jon Snow apresenta nesse livro. E, no Leste, Daenerys Targaryen continua com suas ambições de retomar o Trono de Ferro – fazendo um caminho surpreendentemente longo em busca de aliados, ganhando poder e fama.

Eu diria que Daenerys, Jon Snow, Sansa Stark, Tyrion Lannister e, eu ousaria dizer também, Robb e Bran Stark mostram um notório desenvolvimento como personagens e como os indivíduos que são na trama.

Desconfio que é nesse terceiro livro que está o maior número de mortes de todos os cinco livros que temos disponíveis na língua portuguesa. E aproveito para reforçar o conselho que dei na resenha do primeiro volume: nunca, nunca se apegue aos personagens!

Porque eles têm o mau costume de morrer de uma hora para a outra.

Infelizmente, por ter muitos personagens e pela imprevisibilidade – uau, isso é uma palavra mesmo ou eu acabei de inventar? – da história em si, novamente não me dei o luxo de separar os personagens em mocinhos e vilões e destacar suas características.

E se eu fosse falar de cada um deles, queridos, eu teria que separar essa resenha em sete volumes também.

Só posso dizer que não dá para prever o que vai acontecer. Então, nem tente.

Sendo assim, passarei logo para um assunto um tanto polêmico e que, para a minha tristeza e decepção, é a causa de muitos abandonos e desistências na leitura do livro e da série: a espessura.

Queridos, não se deixem abater pelo número de páginas. É só passá-las uma de cada vez. A história é boa. Vale a pena.

Ao contrário do primeiro volume da série – o livro A Guerra dos Tronos tem apenas 592 páginas, o que não me faz colocá-lo na categoria de livros absurdamente grossos -, A Tormenta das Espadas é, sim, um livro enorme! Até mesmo para os meus padrões. O livro conta com nada menos do que 884 páginas, tem margem estreita e letras bem pequenas. Ou seja, o nosso Martin mostra que tem muito a dizer.

E ele diz mesmo.

E, francamente, não poderia dizer melhor! Eu ainda não sei como Martin conseguiu a façanha de montar uma história dessa magnitude, com tantos detalhes, tantos personagens e ainda manter a coisa toda coerente.

E é por isso que eu sou fã desse cara.

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Capa de ‘A Tormenta de Espadas’ ampliada / Divulgação

Quanto ao trabalho da editora, copio e colo o que eu disse na resenha do primeiro volume e do segundo. Esse livro foi feito para os leitores corajosos, para aqueles que realmente amam ler. E, como eu amo muito isso, só posso dizer que adorei o trabalho que a Leya fez e está fazendo com a série. Eu realmente espero que continue assim.

Bom, como eu disse, esse livro – como a série no geral – é para os leitores de coragem e que amam a leitura – é claro que nada impede ninguém de se aventurar em algo diferente, eu acho isso muito legal também e dou todo o meu apoio. E eu, de verdade, acho que se você já leu os volumes anteriores, deveria continuar.

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