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O Livro do Cemitério, de Neil Gaiman | Resenha

‘O Livro do Cemitério’: mais um enredo fantástico, surpreendente e sensacional de Neil Gaiman.

A resenha de hoje é sobre O Livro do Cemitério, de ninguém menos do que Neil Gaiman, publicado pela editora Rocco, sob o seu selo Rocco Jovens Leitores.

Eu tinha grandes expectativas para esse livro desde o momento em que o vi pela primeira vez. E, felizmente, não fiquei decepcionada. Na verdade, eu diria que fiquei ainda mais impressionada e no estado de satisfação total. Nesse exato momento, me declaro fã devota do Neil Gaiman e me comprometo a adquirir todos os seus livros.

Gaiman é o cara! E aqueles que discordarem, por favor, me digam o motivo, porque eu realmente acho que seria fascinante saber.

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Sinceramente, não sei nem como começar a resenhar.

Acho que começar pelo resumo seria uma boa ideia, não é? Então, vamos lá.

A trama gira em torno do personagem Nin, que é apelido para Ninguém Owens, um garoto que, ainda bebê, teve sua família assassinada de maneira brutal e misteriosa. Mas, por um golpe de sorte, o pequeno Nin, que era um bebê muito andarilho, que por meio de seus ávidos passinhos, acaba por chegar a um cemitério, onde é adotado por um casal de fantasmas e tomado como protegido pelo misterioso Silas, uma criaturas desconhecida, mas que parece humano, com dons e habilidades desconhecidas mas muito interessantes. Obtendo a Liberdade do Cemitério, ou seja, sendo aceito pela comunidade fantasma e sobrenatural que ali vive e também pelo próprio ambiente místico do cemitério em si, Nin ganha o seu nome peculiar e consegue ser salvo do assassinato. Mesmo que por um período limitado e com a condição de se manter longe dos olhos do mundo, ou seja, dentro do cemitério.

A história se foca no crescimento de Nin, narrando seu aprendizado – como um habitante do cemitério, ele consegue ver, falar e tocar nos fantasmas, bem como realizar alguns de seus truques, como Sumir, Assombrar etc. -, suas aventuras, suas descobertas e, à medida que vai crescendo, os desafios que enfrenta e os perigos que corre.

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Na verdade, eu sinto que tem alguma coisa na escrita de Neil Gaiman que me fez sentir esse arrepio de emoção que me transformou em uma fã do autor. Mas eu, francamente, não sei especificar o que é…

É como se ele tivesse conseguido o que todos os escritores tentam conseguir – e muitos nunca conseguem -, que é o domínio das palavras. Ele parece dominá-las tão bem, que chega a brincar com elas.

O cara é um gênio!

Não acho que preciso dizer que achei o enredo simplesmente genial, mas estou dizendo mesmo assim. Eu nunca vi uma história parecida com essa e isso me fascinou de maneira rara.

Gaiman também não deixou nem um pouco a desejar com relação à narrativa, com fluidez e maestria, o autor contou uma história completa e ótima em poucas páginas – embora eu admita que senti uma pontinha aguda de curiosidade quanto ao misterioso Silas, pois até o final quase nada é revelado sobre ele, mas até isso eu achei que deu um toque mágico de mistério bastante agradável ao livro.

O vilão é perfeitamente bom. Não me chamou nenhuma atenção especial, mas, francamente, não me fez tanta falta, porque eu fiquei completamente envolvida com o cemitério, seus mistérios, suas histórias e suas peculiaridades. O vilão se tornou quase supérfluo – ele chegou apenas para terminar a trama e colocar um ponto final na história. Mas, sinceramente, eu ficaria bem feliz de continuar lendo sobre Nin e o cemitério.

Mas, enfim, tudo o que é bom dura pouco. Talvez por isso seja tão bom.

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Quanto ao trabalho da editora, eu achei perfeitamente bom. A capa, de início, pode dar uma impressão sombria e parada demais. Mas, gente, por favor!, se trata de uma história que se passa em um cemitério. Sendo assim, a lápide no centro da imagem, com o fundo azul e alto relevo imitando os fungos na pedra ficou excelente e muito condizente com a trama nas páginas. Eu gostei bastante. E tem também as figuras no interior do livro, um traço que achei ótimo! Me diverti muito lendo a história, virando uma página e me deparando com uma imagem do cemitério.

Resumindo: a editora Rocco mandou muito bem! Obrigada pelo excelente trabalho! Eu não esperava menos, na verdade.

Enfim, a história d’O Livro do Cemitério está devidamente guardada no meu coração de leitora de literatura fantástica, Neil Gaiman se tornou um dos meus ídolos, a editora Rocco não decepcionou na apresentação do material. E eu recomendo a leitura desse livro fervorosamente!

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