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Star Wars – Provação, de Troy Denning | Resenha

‘Star Wars – Provação’, uma ficção científica inteligente e emocionante

A resenha de hoje é sobre o livro Provação, da vasta série de livros sobre o universo expandido de Star Wars, publicados – na velocidade da luz, diga-se de passagem – pela editora Aleph e escrito por Troy Denning – dentre os livros dessa série lançada pela editora Aleph, há diversos autores, ou seja, se você vir algum dos livros dessa série sob o nome de outro autor, não se assuste.

Admito que não tenho certeza quanto à ordem correta dessa coleção, mas acho que este foi o terceiro livro a ser publicado. Francamente, não acho que haja uma ordem específica, uma vez que já observei que cada livro apresenta em seu enredo início, meio e fim – e, só para constar, eu achei isso bem legal. Então, fiquem tranquilos na hora de escolher qual deles gostariam de ler.

Vamos ao resumo da história!

Provação se passa uns quarenta anos, mais ou menos, depois do último filme da franquia Star Wars. Mas não se preocupem, pois alguns dos personagens mais marcantes e preferidos estão presentes, como Luke Skywalker – que se tornou o Grão-Mestre dos Jedi –, Han Solo e a princesa Leia – que se casaram e tiveram uma vida de casal aventureiro bastante atribulada. Na verdade, esse livro se trata justamente de mais uma aventura desse trio tão querido e famoso.

A trama gira em torno de uma ameaça que parece estar surgindo na Fenda – a maior fonte de mineração. E essa ameaça se divide em duas figuras conhecidas como Columi: os irmãos Craitheus e Marvid Qreph, cuja ambição nada mais é do que a clássica dominação da galáxia, a derrota dos Jedi e uma vingança básica que remonta o seu passado de miséria.

Mas a miséria abandonou os irmãos, derrotada pela inteligência característica de sua espécie, pois eles se tornaram os donos da maior empresa de mineração da galáxia – com suas atividades clandestinas, é claro, como criação de vida artificial e um tipo bem doido e maligno de clonagem. Mas por trás de todos esses motivos e conhecimentos malignos, há outros ainda piores.

E esse foi um dos motivos por eu ter adorado os irmãos Qreph! Mas eu vou falar sobre eles, sua genialidade do mal e o meu amor incondicional por eles depois que eu terminar de resumir a história. Aguentem aí.

Enfim… é justamente para impedir os planos sinistros dos Qreph que Han, Leia e Luke surgem, junto com alguns amigos Jedi e não-Jedi – como o Lando Calrissian, Ben Skywalker, Omad Kaeg e alguns outros.

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Em poucas palavras, o livro se trata de uma guerra de inteligência e astúcia.

E devo dizer que essa guerra foi muito bem feita e bem apresentada. O livro em si é muito inteligente e não se encontra pontas soltas.

Uma das coisas que eu gostei nesse livro foi o fato de a história ter justamente continuado. Nesse livro, vemos o que aconteceu com a família que Han e Leia construíram para si. O mesmo vale para Luke Skywalker. Como eu não sou uma grande entendedora do universo de Star Wars – eu sei da história, assisti alguns dos filmes, mas não posso dizer que sou uma fã alucinada da série. Gosto de ficção científica e Star Wars se encaixa perfeitamente nesse perfil. Ponto.

Sendo assim, peço minhas sinceras desculpas se falei alguma coisa que desagradou a algum fã mais entendido do que eu. Se te incomodou muito, pode deixar um adendo nos comentários que eu vou ficar mais do que feliz em aprender com alguém que entende mais do assunto do que eu.

Então, se você pretende ler os livros da série, aconselho que assista os filmes antes – não precisa necessariamente ser todos de uma vez só, pode começar com o Episódio IV e depois o III. Daí você vai avançando com mais calma. Mas, francamente, se você não souber absolutamente nada sobre o universo original de Star Wars, acho que é perfeitamente possível que consiga ler esse livro sem ser prejudicado pela falta de conhecimento. Certamente, a sua visão não vai ser a mesma de um conhecedor da trama inicial, mas não vai impedir que você entenda e aproveite a história.

Mas, sem sombra de dúvidas, o que eu mais gostei e que me fez gostar de verdade do livro – além do fato de se tratar de uma boa e inteligente ficção científica – foram os vilões. Eles são simplesmente geniais – isso é uma característica da espécie, o que só torna as coisas ainda melhores, porque deixa os mocinhos em desvantagem em uma guerra onde a inteligência é um fator determinante, ou seja, o leitor nunca sabe quem está em vantagem ao longo da trama – e são muito, mas MUITO bem montados e já estão na minha concorrida lista de melhores vilões literários que eu já vi. Adorei os Qreph! Sou fã deles e quase cheguei a torcer por eles.

Os pers Osrsonagens, de um modo geral, foram muito bem montados.e bem antagem em uma guerra onde a inteligrmãos Craitheus e Marvid Qreph.  como Columi: os irmça extremamente – a stOs sonagens, de um modo geral, foram muito bem montados. O autor conseguiu se aprofundar em cada um o suficiente para que o leitor não se sinta perdido ou lendo sobre um estranho, mas também foi breve o bastante para evitar que se tornasse chato.

Quanto ao trabalho da editora, dou os meus parabéns à Aleph. Ainda não sei como ela está conseguindo fazer tantas publicações em tão pouco tempo e ainda apresentando uma boa qualidade do produto – a julgar pelo intervalo de tempo entre as publicações, admito que eu esperava encontrar erros de digitação, de formatação e diagramação com certa abundância, mas não foi o caso. Gostei. Todas as editoras podiam ser assim – faria um bem danado ao coração dos leitores ansiosos como eu. O volume físico está bem feito, agradável para a leitura. A capa não está ruim, mas considerando a história contida nas páginas e toda a ação ao longo da trama, devo dizer que achei o desenho da capa um pouco parado demais. Acho que a editora podia ter ousado mais, mas isso é um detalhe pequeno. A capa podia estar melhor, mas não está ruim de maneira nenhuma.

Sendo assim, eu diria que a escolha da Aleph de investir tão fortemente na ficção científica de uns tempos para cá foi muito acertada. Eu agradeço por terem disponibilizado um livro bom assim para o público.

Por fim, Provação é, como eu acho que toda ficção científica devia obrigatoriamente ser, um livro inteligente. O leitor não pode se distrair enquanto lê ou vai acabar se perdendo. E eu gostei muito, muito mesmo dessa característica. É um livro cheio de ação, raciocínio lógico e tramoias bem elaboradas, mas nem por isso deixa de lado o sentimento. Então, se tornou uma obra muito completa. E unindo tudo isso ao bom trabalho da editora, eu realmente recomendo a leitura àqueles que gostam desse estilo literário.

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