‘A amizade é a essência de Cidades de Papel’, diz John Green

Em coletiva com a presença de fãs e da imprensa, John Green falou sobre a adaptação do livro ‘Cidades de Papel’ e agradeceu aos leitores brasileiros

Nat Wolff e Jonh Green chegam para a coletiva sobre o filme 'Cidades de Papel', no Rio de Janeiro / Foto: Vai Lendo
Nat Wolff e Jonh Green chegam para a coletiva sobre o filme ‘Cidades de Papel’, no Rio de Janeiro / Foto: Vai Lendo

Sabe aquela pessoa que você nunca conheceu, mas sempre considerou pacas? Pois John Green é exatamente aquilo que podemos sentir/perceber ao lermos os seus livros: uma alma jovem, solidário e cheio de amor à vida e a todos. O Vai Lendo teve a honra e o prazer de constatar tudo isso ao vivo, através da Editora Intrínseca, durante a coletiva da adaptação cinematográfica do livro “Cidades de Papel”, que contou com a presença do autor e de Nat Wolff, intérprete do protagonista da trama, realizada nesta quarta-feira, dia 1º. Confira tudo o que rolou no animado encontro!

Visivelmente animado por estar entre seus inúmeros fãs brasileiros, Green iniciou a conversa agradecendo aos seus editores no país, tradutores e principalmente aos leitores do Brasil que, segundo ele, “mudaram a sua vida”. As obras, bem como os filmes baseados em seus romances, fazem mais sucesso aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.

“Eu nunca imaginei que meus livros fossem chegar até aqui”, declarou Green. “Nunca imaginei que eu estaria aqui e que vocês também estariam aqui para falar comigo. Que meus livros seriam traduzidos para o português e seriam os mais vendidos no Brasil. Eu queria agradecer a todos vocês, e é por isso que eu quis vir para cá”.

O sucesso dos títulos do escritor publicados aqui no Brasil pela Editora Intrínseca se deve principalmente pela linguagem usada por Green para se comunicar com os seus leitores adolescentes, apesar de ressaltar que há uma certa dificuldade no processo. E foi o próprio autor que confirmou a sua preferência em escrever para esse tipo de público, explicando, inclusive, o porquê de não tentar desenvolver algo para os adultos.

“Eu gosto de transitar entre essas duas linguagens, de passar da infância para a adolescência”, disse. “É uma linguagem que não é para adultos e nem para crianças. É um meio termo. Essas linguagens se encontram e, em determinado momento, entram em conflito. É uma época diferente da infância, de várias descobertas e primeiras vezes. Eu adoro escrever para os adolescentes, de publicar e trabalhar em títulos para adolescentes e de fazer parte da comunidade de escritores para Jovens Adultos. Mas acho que não conseguiria escrever para os adultos mesmo”.

Essa relação de parceria pôde ser percebida, inclusive, entre Green e Nat Wolf, que já havia trabalhado com o autor na adaptação cinematográfica de “A Culpa é das Estrelas”. Dessa vez, Wolff – escolhido como o protagonista do novo longa, antes mesmo de o filme ter um roteiro – corroborou a fala do escritor, atestando que ele é uma pessoa que gosta de estar perto dos outros, além de ser altamente positivo em relação à vida. Ele ressaltou também a capacidade de Green de falar e demonstrar os valores essenciais do amor e da amizade e fez questão de falar sobre o seu envolvimento em todo o processo da adaptação do livro para filme, o que, segundo o ator, foi fundamental para ser mantida a essência da história.

“Eu me senti muito sortudo, como se tivesse ganhado na loteria (quando foi escalado para a produção)”, afirmou Wolff. “Poder participar de todo o processo foi muito bacana. E o John não saía do meu lado. Ele praticamente sabia todas as falas e eu, quando acabava de gravar, perguntava para ele se tinha ficado bom. E todos nós, do elenco, ficamos realmente muito amigos. Então, foi muito legal”.

Jonh Gren e Nat Wolf na coletiva do filme 'Cidades de Papel' / Foto: Vai Lendo
Jonh Gren e Nat Wolff na coletiva do filme ‘Cidades de Papel’ / Foto: Vai Lendo

John, por sua vez, devolveu os elogios confirmando que Wolff acrescentou muito ao personagem, até por ter uma idade próxima e poder entender melhor as questões da adolescência. Aliás, o escritor também afirmou que ficou feliz com o resultado final da adaptação. Green finalizou explicando o motivo de buscar falar constantemente sobre a amizade e de sua preocupação em manter esses valores presentes no cinema, uma vez que, para o autor, cada ser humano é único e tem o seu próprio valor para acrescentar ao outro.

“A nossa cultura valoriza tanto o amor romântico que não entendemos a importância da amizade”, declarou. “Essa é a essência de ‘Cidades de Papel'”.

Coletiva "Cidades de Papel' no Rio De Janeiro
Coletiva do filme “Cidades de Papel’ no Rio De Janeiro/ Foto: Vai Lendo

 

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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