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‘O Fim do Poder’, o livro indicado por Zuckerberg

Quais são as mudanças vividas pelo mundo desde meados do século 20 e como isso influencia na transição do poder? Por que é tão difícil usá-lo e mantê-lo com bom senso, hoje em dia? Essas são algumas das questões que o escritor venezuelano Moisés Naím aborda e discute em seu livro O Fim do Poder, publicado aqui no Brasil pela editora Leya e que, desde o último sábado, é uma das obras mais comentadas mundialmente. E não necessariamente por seu conteúdo informativo ou pelo talento de seu autor. O responsável pela fama súbita da obra é ninguém menos que Mark Zuckerberg, o criador do Facebook.

Divulgação
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Isso porque o fundador de uma das principais redes sociais do mundo divulgou em seu perfil a seguinte resolução para 2015: ler um novo livro a cada 15 dias. E é claro que ele iria compartilhar a experiência com seus seguidores. Para tanto, Zuckerberg criou uma página no Facebook, “A Year Of Books” (Um Ano de Livros, em tradução livre), na qual as pessoas podem acompanhá-lo no desafio. Mais de 197 mil pessoas já aderiram à iniciativa, até o momento. E qual foi o primeiro título escolhido? O próprio O Fim do Poder. Resultado: em apenas uma semana, o livro pulou da posição 44.369 para o oitavo lugar na lista de mais vendidos e teve os exemplares físicos esgotados (poucas horas após o anúncio), na Amazon dos Estados Unidos.

A obra analisa o papel das novas tecnologias e identifica as forças que estão por trás das transformações citadas anteriormente. Após ver a versão em áudio do seu livro alcançar o primeiro lugar entre os mais vendidos do iTunes, Moisés Naím fez um agradecimento especial a Zuckerberg, em sua conta no Twitter:

“Maravilhado por ver que o audiolivro O Fim do Poder é o mais vendido na loja do iTunes, neste momento”, declarou o autor. “Obrigado, Mark Zuckerberg”.

Post Zuckerberg - Tweet Moisés Naím / Reprodução
Post Zuckerberg – Tweet Moisés Naím / Reprodução



Confira abaixo a sinopse oficial de O Fim do Poder:

O mundo vem passando por uma série de transformações. Potências hegemônicas como os Estados Unidos têm de lidar com cada vez mais limitações em sua atuação, e as grandes companhias agora enfrentam a crescente ameaça dos pequenos empreendimentos. O poder, na política ou nos negócios, está se tornando mais fragmentado.

Ao longo de “O Fim do Poder”, o escritor venezuelano Moisés Naím discute as mudanças pelas quais o mundo vem passando desde meados do século 20 e procura explicar por que o poder é hoje tão transitório – e tão difícil de manter e usar -, examinando o papel das novas tecnologias e identificando as forças que estão por trás dessas transformações.

Não se trata do fim das grandes corporações ou do conceito de “potência hegemônica”, mas sim de um fenômeno mais complexo, no qual todos nós estamos envolvidos, e que está instaurando um paradigma inédito na história da humanidade.

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