Amazon ‘celebra a literatura em todas as frentes’ na Bienal do Livro Rio 2017

Gerente geral de aquisição de conteúdo para Kindle fala ao Vai Lendo sobre a participação da empresa no maior evento literário do país e rechaça a competição entre livros digitais e físicos

Enquanto a maioria temia que um fosse acabar com o outro, a Bienal do Livro Rio 2017 mostra que os dois não apenas podem conviver em harmonia como também se complementarem. Sim, estamos falando dos livros físicos e digitais. A prova disso é a participação da Amazon no maior evento literário do país, trazendo um estande com programação variada. Para Ricardo Garrido, gerente geral de Aquisição de Conteúdo para Kindle, isso reflete o comprometimento da empresa com o consumidor.

“A gente adora participar da Bienal”, afirmou Garrido em entrevista ao Vai Lendo. “Primeiro porque é o lugar em que encontramos o leitor, a pessoa que nós elegemos como a razão para fazermos todos os nossos projetos. Tudo o que fazemos, nada é pensado na editora, na distribuidora, na Amazon ou na logística. Pensamos no leitor, então, aqui na Bienal, nós montamos um espaço em que trabalhamos todas as frentes da democratização da leitura, começando lá no autor independente, que sonha em escrever um livro e quer uma orientação sobre isso. Nós preparamos uma programação que inclui oficina de escrita criativa, para tratar da concepção da obra, conversas com autores que tiveram sucesso com o KDP (Kindle Direct Publishing, que permite a publicação de ebooks de maneira independente) para tratar da ferramenta de autopublicação, como promover o livro, trabalhar para ele ganhar relevância junto aos leitores e tem até algumas sessões com gente do Facebook e da Google para falar sobre como usar as plataformas para explorar e divulgar o livro. É um espaço de celebração da literatura em todas as frentes, desde a criação até a leitura em si”.

Ricardo Garrido, gerente geral de Aquisição de Conteúdo para Kindle/ Foto: Vai lendo

Num espaço que cultua os livros físicos, Garrido ressaltou que o livro digital funciona como uma alternativa para o leitor, podendo, inclusive, contribuir para o fomento à leitura de ambos os formatos.

“O livro digital não é diferente do físico, é mais uma opção, uma alternativa para o leitor consumir o livro da maneira que quiser”, declarou. “A Amazon vê a sua missão como democratizar ao máximo o acesso à leitura. Garantir que o leitor encontre o livro da maneira que quiser pelo menor preço, com a recorrência que quiser e na plataforma que quiser. Não existe nenhuma competição entre o livro digital e o impresso, a gente não faz distinção. E, na verdade, um acaba contribuindo para o outro. Um leitor que quer comprar um livro impresso, no site da Amazon, ele tem a opção de ver, no digital, o início do livro para saber se vai se engajar. E, uma vez que ele compre o livro e fique aguardando o envio, tem a opção de ler enquanto enviamos para a casa dele. Essa contribuição entre o livro físico e o digital permite que venda mais nos dois formatos. Então, eles andam de mãos dadas, juntos, como opção para o leitor”.

E, no meio de tanta concorrência e inovações, a Amazon também se preparou para atrair a atenção dos leitores na Bienal com descontos de R$ 100 no Kindle – além da customização do e-reader -, na aquisição de ebooks e também na assinatura do Kindle Unlimited, para que os leitores possam ter acesso a quantos livros quiser por apenas R$ 1,99, durante três meses. Garrido também destacou as facilidades oferecidas pela empresa para os autores independentes, tanto para se desenvolverem profissionalmente e criarem o seu público como também em relação às vendas, uma vez que com o KDP 35% da comissão das vendas é direcionada para os autores. E lembrou ainda da segunda edição do Prêmio Kindle – cujas inscrições estão abertas até o dia 31 -, que, este ano, irá conceder um prêmio em dinheiro no valor de R$ 30 mil para o vencedor, que também terá a sua obra publicada pela editora Nova Fronteira. Para ele, o caráter inovador da Amazon está justamente no foco ao consumidor e suas necessidades.

“Nós não começamos pensando se tem uma oportunidade de mercado, pensamos no que o consumidor precisa, no que a pessoa está interessada”, concluiu. “O importante é ter o market place para que um sebo se conecte com a Amazon e possa vender um livro usado para os leitores, por exemplo. Ou o leitor que deseja ter um livro digital para ler na hora que quiser. Todas as coisas, desde as mais estratégicas até a atividade mais de dia a dia, nós fazemos pensando no consumidor. E o segundo pilar na cultura da Amazon é pensar sempre a longo prazo. Não tem nada aqui que fazemos pensando em bater o resultado no fim do ano. Nós estamos aqui pensando em como podemos aumentar, facilitar o acesso à publicação dos autores, para que tenhamos mais livros para que os leitores tenham mais opção e eles leiam mais. Pensamos sempre em como aumentar, a longo prazo, o engajamento dos leitores com os livros, sejam digitais ou físicos, e com a Amazon. Sempre pensando na roda vida de aumentar a seleção, abaixar o preço, melhorar o serviço para ter mais audiência e assim por diante. A filosofia de trabalho da Amazon acho que é o segredo de como nos mantemos inovadores”.

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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