‘Duny – Meu Livro. Eu Que Escrevi’ é a consagração do talento de seu criador

Em coletiva para os parceiros da editora Intrínseca, Raony Phillips fala sobre o sucesso da websérie ‘Girls In The House’, seu processo de criação e as expectativas com o livro

Foto: arquivo pessoal/Facebook do autor

Talento e criatividade que impressionam. E aquele humor ácido e sagaz que cativa a gente. Por tudo isso, não é nenhum espanto que a websérie Girls In The House tenha se tornado um sucesso absoluto no YouTube. Criada pelo carioca Raony Phillips – cujo canal, o RaoTV, já tem mais de 1,2 milhão de inscritos –, a produção já está em sua terceira temporada e e acumula mais de 100 milhões de views! Agora, Duny, uma das principais personagens, ganhou um livro próprio, lançado pela editora Intrínseca no dia 1º desse mês: Duny – Meu livro. Eu que escrevi. O Vai Lendo, juntamente com alguns parceiros da editora, participou de uma coletiva via hangout com o Raony, na qual ele falou um pouco sobre o seu processo de criação e a expectativa com a nova empreitada literária.

Responsável pelo roteiro, edição, sonorização, gravação, trilha sonora e a dublagem de praticamente todas as falas da websérie – ufa!! -, Raony explicou que o livro e a websérie são complementares e destacou a diferença na linguagem dos formatos. A obra literária, por sua vez, é uma autobiografia de Duny, com muita ironia, daquele jeito nada delicado que só Duny é capaz de se expressar.

“O livro tem umas mensagens muito legais, de uma maneira muito sutil”, explicou ele durante a coletiva. “Algumas coisas que estão presentes no livro você consegue realmente imaginar a Duny falando. E, na quarta temporada da websérie, vai ser meio que um feito ela ter lançado um livro. Mas você pode ler o livro sem conhecer a série. Totalmente. Assim como você também pode conhecer muito da série através do livro. Elas são obras complementares, mas não dependem uma da outra. É possível conhecer mais a personagem do livro. Se aprofundar mais nela. É uma experiência diferente. A série é uma linguagem em terceira pessoa e, no livro, é o personagem falando com você”.

Girls In The House é desenvolvida na plataforma do jogo The Sims e traz as amigas Duny, Honey e Alex vivendo as suas aventuras e confusões na pensão da misteriosa Tia Ruiva. Com muitas referências à celebridades, música pop, reality shows e memes, a websérie virou um verdadeiro fenômeno nas redes sociais. Muito disso se deve principalmente à sensibilidade e à inteligência de Raony de fazer tudo de uma maneira extremamente natural e verdadeira. E é essa essência que ele também quis manter no livro.

“Eu tenho que entrar na personagem para escrever o livro dela, senão fica parecendo que eu não vivi aquilo”, afirmou. “Eu tive que incorporar ela mesmo. Você vai ler a página e imaginar ela lendo para você. Foi exatamente ela que escreveu”.

E se sobra desprendimento e desinibição para Duny, Raony, por sua vez, aproveita as falas da personagem para falar coisas que nem sempre ele pode ou gostaria de dizer. Ele também ressaltou os desafios do seu processo de criação, principalmente na questão do humor.

“As frases da Duny vieram da minha coragem”, apontou. “Queria ter coragem para falar certas coisas que ela fala diariamente. Eu já tenho uma ideia de onde vai chegar a série, por isso, é importante traçar o mapa para saber até onde essa terceira temporada vai ser contada. Eu tenho uma ideia de como vai ser o final, mas nunca vou saber ao certo até escrever. É sempre um desafio, até por ser uma história de comédia. Tenho que pensar nas situações cômicas. Tem que estar engraçado, tem que estar bom. Mesmo a graça sendo algo pessoal. É sempre um desafio. Mas o final da série mesmo já tem um nome, já sei como vai ser a última cena, mas até lá muita coisa pode mudar”.

Com uma imaginação ilimitada e habilidade de sobra, Raony afirmou ainda que tem muitas ideias para o futuro e que praticamente todos os seus projetos de série são para a TV, que é o seu foco. Embora não tenha conseguido ganhar o seu espaço na telinha, por enquanto, nos monitores, por outro lado, ele, Duny e suas amigas já reinam. Ou melhor, lacram. Tanto que, Raony concluiu, só agora é que está começando a se acostumar a repercussão de sua produção e com o retorno de um público já fiel e apaixonado por suas criações.

“Achei surreal um dia estar andando na rua e ter passado por um garoto falando uma frase que eu escrevi!”, declarou. “No início eu pensava se isso estava acontecendo mesmo, mas agora estou começando a me acostumar. Mas ainda continua sendo meio chocante. Para qualquer pessoa que cria alguma coisa é sempre bom ver que o seu projeto consegue sair do papel. Eu senti uma motivação para fazer ainda mais vendo que tem pessoas que gostam do meu trabalho. É uma sensação maravilhosa. Eu ia para a escola para desenhar os quadrinhos para as pessoas lerem. Eu gostava das reações. Fico cada vez mais feliz de ter a oportunidade de lançar um livro com a linguagem que eu estava acostumado a fazer. Até isso acontecer, você fica na dúvida se realmente consegue. Então, fico muito feliz mesmo com tudo isso”.

Saiba mais sobre o livro e a websérie aqui: http://www.intrinseca.com.br/blog/2017/06/de-girls-in-the-house-para-as-livrarias/

Juliana d'Arêde

Jornalista de coração. Leitora por vocação. Completamente apaixonada pelo universo dos livros, adoraria ser amiga da Jane Austen, desvendar símbolos com Robert Langdon, estudar em Hogwarts (e ser da Grifinória, é claro), ouvir histórias contadas pelo próprio Sidney Sheldon, conhecer Avalon e Camelot e experimentar a magia ao lado de Marion Zimmer Bradley, mas conheceu Mauricio de Sousa e Pedro Bandeira e não poderia ser mais realizada "literariamente". Ainda terá uma biblioteca em casa, tipo aquela de "A Bela e a Fera".

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